Thursday, September 24, 2009

Jacildo e Seus Rapazes - Lenha-Brasa e Bronca (1964)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Malu
02. Understand You
03. São Paulo Parou
04. My Black Cat
05. Será Que o Amor é Assim
06. Porque Eu Amo Só Você
07. Doido Por Amor
08. Day Tripper
09. Tarzan, Rei dos Macacos
10. Musicomania
11. Cantada



Grupo do estado do Mato Grosso, formado por Jacildo (guitarra), Bolinha (saxofone), Preto (bateria), Everaldo (teclado), Hélio Japonês (contra-baixo), Taury (trompete), Eugênio (percussão), Carlos Bráulio e Jacy Amorim (crooners). Depois, com a banda já residindo em Cuiabá, foram contratados Neurozito (guitarra base), Formiga (bateria) e Juarez Silva, que substituiu Carlos Bráulio.

Eles causaram impacto pelos uniformes coloridos e vistosos, com movimentos coreografados, variando conforme o ritmo da música, em blues, canções internacionais e especialmente músicas dos Beatles e da Jovem Guarda. Gravou apenas esse LP, em 1964.

Em 2006, o grupo é homenageado em evento patrocinado pela Secretaria do Cultura de Cuiabá, com a participação especial da banda Vanguart, também de Cuiabá.

Fazer o download de Jacildo e Seus Rapazes - Lenha-Brasa e Bronca (1964).

Thursday, August 20, 2009

Mac Rybell - Mac Rybell (1974)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Meu sonho
02. The first time I saw you
03. Amor ainda existe
04. Wait
05. Como posso viver sozinho
06. Apocalipse
07. It's so blue
08. Lágrimas
09. Você deve crer
10. Já era o tempo de esperar
11. Canção do bosque
12. Homem pé no chão


Fazer o download de Mac Rybell - Mac Rybell (1974).

Tuesday, July 28, 2009

Ivan & Pricila - Hortelã (1985)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Pérola
02. Bem
03. Mana
04. Colar de Carolina
05. Em Trilhos
06. Lua Quebrada
07. Minas
08. Vida Maneira
09. Sul das Gerais
10. Mandu



Ainda garoto Ivan Vilela ganhou de seu pai um violão e aos 11 anos começou a compor. Sua identificação com o universo popular o manteve, desde cedo, em contato com festas tradicionais do sul de Minas Gerais, sua região natal. O envolvimento com a cultura popular revelou-se em todos os seus trabalhos, desde o grupo Pedra (1979), e do grupo Água Doce (1982/83), cujas composições primavam pela pesquisa das raízes da música sul mineira.

Em 1984, iniciou um duo de voz e violão com a cantora Pricila Stephan, Ivan e Pricila, buscando resgatar o lirismo das canções mineiras. Foi quando aconteceu seu primeiro registro musical com o LP Hortelã (1985). Neste LP são de Ivan todas as concepções de arranjos instrumentais e vocais. O trabalho conta com composições de vários poetas sul mineiros, entre eles Gildes Bezerra e Fernando D’Andrea. Durante este período Ivan Vilela viajou pelo Brasil participando de inúmeros festivais, tão em voga na época; em todos atuando como compositor, arranjador, instrumentista e cantor.

Em 1989 ingressou no curso de Composição da Unicamp, quando freqüentou diversos seminários de Musicologia, Música Contemporânea e Música Brasileira. Estudou violão com Éverton Gloeden, Paulo Bellinati e Ulisses Rocha e na Unicamp, foi aluno de Almeida Prado.

Com bacharelado e mestrado em Composição, vem trabalhando com a fusão de linguagens musicais, aparentemente distintas, compondo uma Ópera Caipira, Cheiro de Mato e de Chão, baseada no libreto do poeta Jehovah Amaral.

Durante a graduação, em 1991, montou o trio de câmara Trem de Corda (violino, violoncelo e violão) que unia a música de concerto à música popular. Com um repertório calcado na música popular brasileira, em especial o choro. Com intervenções de música barroca, o Trem de Corda conseguiu fazer uma ponte entre os conceitos musicais erudito e popular. O trabalho do Trem de Corda foi registrado no CD Trilhas (1994), com duas indicações ao Prêmio Sharp (94/95). Atualmente o trio prepara a confecção de seu primeiro CD individual, intitulado A Cor das Cordas.

Em 1992 foi convidado a ingressar no grupo Anima, que interpretava música medieval e renascentista, e junto com sua viola começou a levar um pouco do universo de suas pesquisas para o grupo. Com a fusão da música folclórica com a música medieval, desde então vem realizando o trabalho de unir os universos erudito e popular, medieval e folclórico. Trabalho este registrado no CD Espiral do Tempo (1998), agraciado com os prêmios Movimento (1997/1998) e APCA (1998). Ivan atuou como compositor, arranjador e instrumentista do Anima de 1992 a 1999.

Em 1995, Ivan assumiu a viola caipira como instrumento solista. Iniciou então uma série de apresentações e foi se consagrando como um dos maiores expoentes da viola moderna. Desde então tem sido um dos responsáveis pelo trânsito da viola caipira a outros segmentos musicais.

Em 1998, registrou suas composições para viola no CD Paisagens, um trabalho instrumental que tem a viola caipira como base. Com este trabalho recebeu uma indicação para o Prêmio Sharp (98/99) na categoria Revelação Instrumental.

Profissionalmente, além da composição e execução, Ivan Vilela atua como diretor e arranjador da Oficina de Viola Caipira de Campinas e, como professor, ministra cursos de viola caipira pelo Brasil afora.

É diretor e arranjador da Orquestra Filarmônica de Violas de Campinas-SP e idealizador da ONG Núcleo da Cultura Caipira.

Ivan Vilela é professor da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto, onde é responsável pelo Bacharelado de Viola Caipira, curso inédito no país e no mundo. O curso, além de criar uma literatura para a viola caipira, incentiva a criação e lançamento de novos trabalhos dos alunos.

Recentemente lançou seu novo CD Dez Cordas, que traz arranjos diversos para viola caipira, de Tião Carreiro a Almir Sater, Chico Buarque e Beatles.

Texto publicado originalmente na Revista Viola Caipira

Fazer o download de Ivan & Pricila - Hortelã (1985).

Wednesday, July 01, 2009

Tribo Massáhi - Estrelando Embaixador (1972)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Timolô, Timodê (1 - Walk By Jungle, 2 - Fareua, 3 - Harmatan, 4 - Dandara)
02. Lido´s Square (1 - Pae João, 2 - Menina Da Janela, 3 - OAN, 4 - Madrugada Sem Luar)



Disco com apenas duas longas faixas em estilo jam, com quatro temas cada uma. Um misto de soul, ritmos latinos e africanos, com um clima lisérgico tão comum à época.

Quem tiver maiores informações, por favor, me mande.

Arquivos gentilmente cedidos por Marcelo Azevedo

Fazer o download de Tribo Massáhí - Estrelando Embaixador (1972).

Thursday, June 25, 2009

Os Baobás - Single (1966)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Happy Together
02. Down Down



O segundo compacto da banda traz uma cover de “Happy Together”, do The Turtles, iniciando um tanto ríspida, com os vocais distintos da felicidade colorida da original e uma dura e seca bateria, mas logo deslancha em animados coros e um discreto órgão ao fundo. Mas assim como o primeiro trabalho do grupo, é da banda em si a grata surpresa: “Down Down”, de autoria, novamente, de Ricardo Contins, é uma das mais bem resolvidas pedradas do período sessentista brasileiro, clássico garageiro que mais expressa a natureza musical da banda, assim como o seu talento para composições próprias.

Abordando um assunto corrente na maioria das canções do período, a desilusão amorosa, Contins retrata a comum vassalagem descomunal não como sempre foi conhecida – como romantismo exacerbado – mas sim relatando em três partes atos como a lamúria, a indagação, e enfim a revanche do locutor em relação a seu amor, em uma letra tão sucinta quanto genial, fazendo uso do termo “down” em duas conotações possíveis dentro do cenário: o desapontamento (“Down, down/Down, down/I have a girl that I love her so/But she always puts me down [...] What can I do if I need her, oh!?”) e revanche (“That I’m gonna put my little girl so down/I keep on walking down, down/ I keep on rocking down, down”), tendo os vocais para apoiar ainda mais tal discurso.

Texto de Marcelo Iwai, publicado originalmente no portal The Freakium!

Fazer o download de Os Baobás - Single (1966).

Monday, May 25, 2009

Impacto Cinco - Lágrimas Azuis (1975)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Mãos de seda, coração de ferro
02. Tudo vai mudar (amanhã)
03. Fuga
04. Carmen, Carmen
05. Viver triste
06. Lembranças
07. Lágrimas azuis
08. Sábado
09. Um bom lugar
10. Sentado no arco íris
11. Muito tempo de som


Um Impacto Cinco psicodélico

Era 1975, quando o grupo potiguar Impacto Cinco, conhecido como uma banda de baile, foi parar nos estúdios da gravadora CBS para gravar o LP Lágrimas Azuis. Naquela época o quinto não fazia idéia que estava provocando fortes marcas na história da música brasileira, pois atualmente o álbum é um dos 10 mais cobiçados do rock brasileiro, mencionado em sites especializados e em leilões internacionais.

Esse foi o segundo e último disco da carreira do grupo que ocupou durante uma semana o estúdio da gravadora. O material já havia sido exaustivamente ensaiado e a direção musical coube a Gileno de Azevedo, Leno (o ex-parceiro de Lílian). Das 11 faixas, apenas cinco são de autoria dos rapazes do grupo (Fuga, Viver Triste, Lágrimas Azuis, Um bom lugar e Muito tempo de som). Leno assinou três canções Tudo vai mudar (amanhã), Carmem, Carmem e Sentado no Arco-Íris que ele compôs em parceria com Raul Seixas.

A música de abertura foi entregue ao piauiense Piska, compositor de Mãos de seda, coração de ferro. Eles ainda gravaram o cover de Sábado (do guitarrista Frederyko) que também fez parte do álbum de estréia do grupo, lançado em 1970. Lembranças (Raulzinho e C.H.Gonçalves) completa o repertório do LP.

O grupo era formado por Clauton (bateria, percussão e vocais), Poty Lucena (baixo e vocais), Etelvino (piano elétrico, órgão, sintetizador e vocais), Joca Costa (guitarras) e Lulinha (vocal). Quando o Impacto Cinco chegou ao Rio estava afinado para gravar o repertório, os anos de estrada como banda de baile, tocando durante cinco horas seguidas, davam a eles segurança para realizar o trabalho em um curto período de uma semana. Para o guitarrista Joca Costa, ainda ligado ao meio musical nos dias de hoje, a CBS, que tinha em seu cast nomes internacionais, como Aerosmith, além do próprio Roberto Carlos, estava concedendo uma chance à banda potiguar. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao jornalista Rodrigo Hammer, publicada na edição no número 3 da Revista Brouhaha. ‘‘Éramos algo muito à frente para a época’’, declarou o tecladista Etelvino, na mesma matéria. Na capa do álbum, quatro dos cinco componentes do Impacto Cinco aparecem fumando, seguindo o estilo revoluncionário da época.

Texto de Hayssa Pacheco, publicado originalmente no Jornal Diário de Natal

Arquivos ripados e gentilmente cedidos por Hracional

Fazer o download de Impacto Cinco - Lágrimas Azuis (1975).

Tuesday, April 28, 2009

The Gentlemen - The Gentlemen (1972)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Sorriso Selvagem
02. Não Sei Quem Sou
03. Vestido Branco
04. Meu Mundo
05. Lonely Blue Bay
06. Uma Voz, Outra Voz
07. Vazio
08. Agora Estou Livre
09. Isso é Amor
10. Eu Juro
11. O Embarque
12. Post-Scriptum



O The Gentlemen surgiu em 1966 inspirados na Jovem Guarda e no rock inglês...

Hugo Leão, além de baixista, também foi tecladista, guitarrista solo e vocalista da banda "The Gentlemen", com Célio(guitarra ritmica), Valmir(crooner), Saulo(baterista), Enilton(guitarra solo) e Carlito(teclados), foram os membros que tocaram na banda durante a época.

A banda foi eleita por cinco vezes consecutivas como o melhor conjunto do Norte e Nordeste.

Teve em sua formação alguém que entraria para a história da Música Popular Brasileira: Zé Ramalho. Nesse disco Zé não participa, ele esta nas gravações do único compacto feito pela banda, com a música CRISTINA muito executada nas rádios locais na época. Hoje é uma raridade encontrar este compacto.

Texto extraido do blog Mopho Discos

Fazer o download de The Gentlemen - The Gentlemen (1972).

Tuesday, March 10, 2009

Bernardo Neto - Sumaré (1988)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Sumaré
02. Brasão
03. Superstição Imortal
04. Cora Coralina
05. O Novo
06. Vilancete



Ao decidir-se por editar disco com composições de Bernado Neto, o movimento litero-musical O SACO levou em consideração o trabalho de um compositor voltado para a busca constante da sintonia entre a beleza da palavra e da música. Um artista interessado em deixar registrado no tempo o compromisso do homem para com a vida, a poesia e o destino de todos nós numa era de tantas indecisões e desencantos.

Bernardo Neto desenvolve há muito tempo no Ceará trabalho musical que só tem merecido aplauso e reconhecimento. Mas somente o disco era capaz de impulsionar ainda mais seu talento para ser descoberto em outras plagas e receber a mesma admiração dos que vivem nos limites da província cearense. Ao optar inicialmente por Bernardo Neto, O SACO traz à tona o eterno problema do artista enclausurado nas fronteiras de seu Estado, sem perspectivas futuras se não romper os esquemas tradicionais das gravadores multinacionais.

Bernardo Neto escolheu para compor "Sumaré" alguns dos nomes mais significativos da literatura cearense. Ao musicar poemas de autores consagrados, dá outra dimensão à palavra que sempre se manteve no restrito espaço do papel. Amplia, repercute e avança ao lado do poder de criação literária. Em "Vilancete", o compositor torna ainda mais conhecida a produção de Moreira Campos, um dos articuladores do Grupo CLÃ, citado em várias antologias internacionais.

Na faixa "O novo", perpetua em melodia os versos de Caetano Ximenes Aragão, autor do grande "Romanceiro de Bárbara". Em "Brasão", Francisco Carvalho, que traz na expressão da linguagem poética a aventura e desventura da existência. Todos poetas que sabem utilizar com maestria a palavra em sua dimensão mais humana, pura, terna e eterna. Nomes que orgulham o Ceará e nada deixam a dever ao resto do Pais.

Indo mais além, Bernardo Neto inspira seu violão para prender na melodia "Superstição mortal", de Millor Fernandes. E em 'Cora Coralina", uma homenagem a mulher de destino humilde, mas de ricas palavras. Bernardo Neto escolheu tal caminho por sentir em cada texto a musicalidade unir-se com o sentimento da força humana em busca de melhor caminho. Música e palavra numa vertente única, inabalável, como a esperança. A esperança de se ter pelo menos o direito de viver. E sonhar.

Em Sumaré, Manoel Grelho Raposo, autor da letra diz: "Num passe de mágica as cores se misturam, o sol derrama as suas crinas sobre o canteiro dos homens, e a bela orquídea do poeta invade os corações de quem sabe cultivar Sumarés, rosas de amor."

Texto extraído do encarte do disco.

Fazer o download de Bernardo Neto - Sumaré (1988).

Wednesday, March 04, 2009


EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA


Um projeto de Lei do Senado brasileiro quer bloquear as práticas criativas e atacar a Internet, enrijecendo todas as convenções do direito autoral. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo quer bloquear o uso de redes P2P, quer liquidar com o avanço das redes de conexão abertas (Wi-Fi) e quer exigir que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede. Caso o projeto Substitutivo do Senador Azeredo seja aprovado, milhares de internautas serão transformados, de um dia para outro, em criminosos. Dezenas de atividades criativas serão consideradas criminosas pelo artigo 285-B do projeto em questão. Esse projeto é uma séria ameaça à diversidade da rede, às possibilidades recombinantes, além de instaurar o medo e a vigilância.

Se como eu, vocês sentem a sua liberdade violada por tal projeto, assinem a petição pelo seu veto.

Tuesday, February 24, 2009

Os Meninos de Deus - Aperte, não Sacuda... (1974)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Senhor Fazei de Mim Um Instrumento de Tua Paz
02. A Luz
03. Aprendam Que Podem Ser Livres
04. A Voz de Amor
05. No Mires Atras
06. 'Ce Tem Que Ser Um Menino
07. Aleluia
08. Estou Feliz
09. Como Esquecê-lo
10. É Melhor Tentar e Falhar
11. Que é Que Fez Jesus
12. Obrigado, Senhor



O conjunto é composto por Aminadab, violão e vocal; Jeroboam, piano elétrico e vocal; Isaias, guitarra e vocal; Obed, contra-baixo; Miguel, violino; Israel, [ritmo]; Alael, bateria; Daniel Gentileza, todos no vocal.

O interior de uma das famílias dos Meninos de Deus é um organismo vivo. Todos têm senso de comunitarismo e executam as tarefas recebidas, motivados por uma força comum que é a de acharem que estão, desta maneira, servindo e amando a Deus.

"Somos hoje mais de 5.000 jovens vivendo juntos em mais de 50 países diferentes, com mais de 250 comunidades, em grupos de 12, 30 ou 100 pessoas. Jovens que encontraram um objetivo na vida, depois de experimentarem diferentes drogas, religiões, viagens ou coisas parecidas, e que encontraram em Deus e em sua palavra e no amor de Jesus, no amor fraternal, puro e sadio, a resposta para os seus problemas e para os problemas de toda a humanidade.

Estes jovens dedicam toda a vida a levar este amor, paz, felicidade, e alegria a todos aqueles que buscam por esta nova vida. O nosso objetivo é de obedecer ao último mandamento de Jesus: "Ir a todos e pregar o evangelho (boas notícias) a toda a criatura". Levar esta mensagem a todo o mundo, até o último da Terra. Conquistar o mundo por Jesus". Esta é a mensagem do grupo aqui no Brasil.

Os Meninos de Deus estão satisfeitos por terem tido a chance de gravar este disco. "A música é uma das formas de oração mais poderosa, e quando as pessoas estiverem cantando nossas canções, estarão de uma maneira indireta, orando", afirmam eles.

O movimento surgiu em 1968 nos Estados Unidos, fundado por Moises David (David Brandt), que havia sido criado numa família muito religiosa. Seu pai era um pastor protestante conhecido por suas pregações por toda a Califórnia, e sua mãe, sofrendo um acidente de carro grave, atribuiu seu pronto restabelecimento ao poder espiritual do marido, convertendo-se ardorosamente, ao protestantismo e tornando-se uma escritora de livros religiosos.

No entanto, para Mo (assim Moises David é chamado pelos Meninos de Deus), nada do que seus pais faziam era concretamente religioso, já que eram atividades comandadas pela Igreja. A partir desta visão, David resolveu iniciar um movimento religioso onde Deus fosse realmente o centro e o sentido de todas as decisões e trabalhos a serem realizados, o que trouxesse em seu bojo a contemporaneidade necessária para ser aceito pelas pessoas que não viam no institucionalismo eclesiástico a solução para seus males.

David Brandt, da mesma maneira que seu pai, andou pregando por toda a Califórnia, e tornou-se [rapidamente] conhecido: mas havia uma nítida diferença no que pregavam, muito embora ambos usassem a bíblia como fundamento. David diferenciava-se de seu pai no modo de interpretá-la, decorrendo daí uma nova filosofia cristã, menos rígida e mais motivadora.

Através dos grupos hipies que foram se chegando a ele, trocando as drogas por seus ensinamentos, começou a estrutura, dando forma e sentidos exatos, o que hoje viria a ser essa enorme organização internacional composta quase que inteiramente por jovens.

Em fins de 1973, os mass-medias americanos falavam incessantemente nas cento e vinte comunidades espalhadas por todos os Estados Unidos. Comentavam o jeito singular daquelas pessoas alienadas e felizes falarem sobre a vida que levavam, de deus, sobre a orientação [artística] diferente nas [músicas] e peças de teatro produzidas por essas comunidades.

Jeremy Spencer, um jovem americano, cantor e compositor de rock e membro de uma das famílias dos Meninos de Deus, é um dos maiores responsáveis pelo êxito do movimento. Associando à sua arte toda a problemática religiosa da família, conseguiu por intermédio de suas letras, que transmitiam as mensagens de Moises David, trazer jovens ajustados mais infelizes, traficantes de drogas, e outros que procuravam respostas para a parafernália progressiva de erros e procuras que lhes parecia o mundo.

Quando as [idéias] do movimento ficaram conhecidas por todos os Estados Unidos contestando aberta e concretamente a Igreja, ao por em prática soluções que consideravam mais convenientes com a realidade religiosa some-se a ele os outros movimentos de origens diferentes, mas com a mesma intensidade de contestação à Igreja) o impasse criado juntos aos jovens para evitar seu afastamento da Igreja.

Os Meninos de Deus depois de afirmados como um grupo religioso, passaram a ser também conhecidos como um grupo artístico, ao formarem sua própria companhia teatral e assinarem contratos com gravadoras musicais para divulgarem o seu trabalho. Os responsáveis pelas atividades juvenis das Igrejas iniciaram uma série de atividades no sentido de aproveitarem essas iniciativas, fazendo com que os jovens encontrassem dentro das igrejas interesses que fosse compatíveis com suas [idéias] Eles os incentivaram a comporem [músicas] para as missas e a organizarem peças de teatro e conferências com temas religiosos.

Há 11 meses o movimento chegou ao Brasil, depois de haver percorrido e se fixado na Europa, na Ásia e na África.

Thiago e Tabita, um casal baiano, foram os percussores do movimento no Brasil, junto com Amminadab e Marcena, que são americanos e partilhavam do mesmo objetivo de incorporarem a [América] do Sul aos lugares visitados por eles. Os dois casais se conheceram numa comunidade do grupo na Holanda, surgindo aí a motivação para virem ao Brasil, país bem localizado para a vinda de suas idéias e a sua disseminação na [América] Latina. Formaram um grupo e [iniciaram] sua viagem atravessando a [América] Central, o que fez com que mudassem seus planos e passagens primeiro por outros países latinos, antes de virem ao Brasil.

Chegando ao Rio, foram morar em Santa Tereza, por ser um lugar calmo, onde poderiam trabalhar [tranqüilos] e criarem suas crianças. As atividades do grupo aqui, logo de início, consistiram em traduzir e reimprimir as cartas religiosas de Moises David, distribuindo-as por toda a cidade, explicando direta e detalhadamente as propostas do grupo às pessoas que se interessem principalmente a juventude, não só do Rio, mas de todo o Brasil.

Para isso viajam constantemente pessoas do grupo para os lugares mais distantes do país, [já] estiveram no Amazonas, em quase todo o Nordeste e Sul, iniciando comunidades com pessoas que adotaram as suas idéias.

Em quase um ano de atividades do Brasil o grupo cresceu bastante. Conta atualmente com quase 60 pessoas, das quais grande parte está morando num sítio em Jacarepaguá, alugado depois que a casa de Santa Tereza ficou pequena para tanta gente.

O trabalho artístico da família no Rio, já alcançou boa projeção. Amminadab e Thiago os responsáveis pelo grupo, entraram em contato com pessoas influentes do meio artístico e conseguiram promover o conjunto musical Meninos de Deus, que apareceu no programa "Fantástico, O Show da Vida", por duas vezes e assinou um contrato com a Polydor gravando um disco logo em seguida, "Aperte não Sacuda", é o nome do lp que foi lançado no dia 15 de agosto.

Texto de Aramis Millarch, publicado originalmente jornal O Estado do Paraná, em 26/11/1974

Fazer o download de Os Meninos de Deus - Aperte, não Sacuda... (1974).

Monday, December 22, 2008

Mário Garcia - Sr. Cisne (1982)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. A Garça
02. Quando Cair o Super Herói
03. Mergulho no Mar
04. Pôr do Sol em Montevideo
05. Sr. Cisne
06. Era do Ouro
07. Pés de Lotus



Gravado num estudio com pouca estrutura, pouco dinheiro, e muitos amigos ....

Assim foi a gravação de Sr Cisne produzido por Mario Garcia em 1982, na epoca fascinado por todas as influências negras na música da america latina.

Neste disco foram gravados muitos candombes...um ritmo negro de Montevideo no Uruguai muito tocado nos carnavais onde se usa intrumentos como os tambores "Piano", "Chico" e "Repique" um bem grave, um médio e um agudo...como no Candomblé temos "Run", "Pi" e "Lé"...

Feito sem nenhuma intenção comercial...era um momento de crescer e fusionar ritmos e foi um momento magico...muita coisa nasceu dentro do estudio.

Gravou com seu irmão Waly Garcia (teclados e pedal de baixo), e o baterista Ricardo Confessori, o LP Garcia & Garcia, e criaram um estilo bem único.

Nascido na cidade de São Paulo...Mario Garcia é um artista que ganhou um lugar no nordeste da Argentina, onde hoje tem um grupo de Jazz e um Trio Elétrico chamado Tamanduá Maluco.

No Brasil ele trabalhou com artistas tais como Antonio Carlos & Jocafi (criadores do tema "Você Abusou"), Paulino Boca Cantor, Silvio Brito, Malcolm Roberts (compositor) e gravou um álbum produzido por Ivan Lins e Victor Martins.

Viveu em Madrid (Espanha), onde, entre outros, tocou com Alex Acuña (Weather Report percussionista), foi músico da banda de Paco de Lucia e actuou em várias casas noturnas tocando jazz, bossa nova e outros ritmos afro-brasileiros.

Os Músicos:
Jorge Peña - Percussão...
Santana - Violão e Percussão....
José Luis "Tristón" -Bateria e Percussão
José luis Carrasco - Bongos...todos uruguayos
Arthur "El Gordo" - Baixo, Yrupê e Sax (Fundador do grupo raça negra.)
Junior - Bateria (Ex "Patrulha do espaço")
Serginho - Baixo
Mario Garcia - Guitarras e Cavaquinho.

Fazer o download de Mário Garcia - Sr. Cisne (1982).

Saturday, December 06, 2008

The Funky Funny Four - Let's Dance (1971)




DOWNLOAD!


Faixas:
1. It Don't Come Easy
2. Here Comes That Rainy Day Feeling Again
3. Pickin' Up Sticks
4. Put Your Hand In The Hand
5. Sweet Mary
6. Chirpy Chirpy Cheep Cheep
7. Rosianna
8. Country Sam
9. Where Are We Going
10. Never Can Say Goodbye
11. Lotti, Lotti
12. Jodie
13. Sweet and Inocent
14. All You'll Never Get From Me
15. Cathy, I Love You
16. Treat Her Like a Lady
17. What is Life
18. When You See Jerusalem



O LP ganhou a superfície pelas mãos do site Rato Laser, fonte de descobertas e raridades do rock brasileiro. Batizado '16 World Top Hits', o disco é uma das maiores raridades do rock nacional, e um achado espetacular. O LP contém covers para hits internacionais, mas o interessante é a composição da banda, que reúne grandes ícones do rock dos anos 60 & 70.

The Funky Funny Four é nada mais nada menos que Lanny Gordin (guitarra), Liminha (baixo, dos Mutantes), Suely Chagas (vocal, ex-O’Seis, o pré-Mutantes), Dinho (bateria, também dos Mutantes), Pedrinho (vocal, ex-Código 90) e, ainda, Lineu e Fernada nos vocais. O nome do disco é ‘Let’s Dance – 16 Worlds Top Hits’ e foi lançado pelo selo Young, em 1971, em meio a onda ‘cover’, que marcou a produção roqueira paulista da primeira metade dos anos setenta.


Texto de Fernando Rosa, publicado originalmente no site Senhor F

Fazer o download de The Funky Funny Four - Let's Dance (1971).

Monday, December 01, 2008

Dércio Marques - Segredos Vegetais (1988)




DOWNLOAD!


Faixas:
01 - Tema da flor da noite - Segredos
02 - Tema do Canindé
03 - Tema do milho
04 - Palhas de milho
05 - Lambada de serpente - Tema do milho
06 - Avati - Deus do milho e das flores
07 - Amarela flor do dia
08 - Tema dos segredos - Tema da flor da noite
09 - Campo branco - Tema Datatarena
10 - Natureza oculta - Arco-íris
11 - Bela pessoa - Incendental - Sonho de Nocla - Tali
12 - Segredos vegetais
13 - Umbela de Umbelas I
14 - Umbela de Umbelas II
15 - Tema das ervas
16 - Canto do ipês amarelos - Roda Gigante - Dandô
17 - Cítara medieval
18 - Dandô IIMarianinha
19 - Tirana [Salamanca do Jarau]
20 - Marianinha
21 - Segredos vegetais II - Se o meu jardim der flor
22 - Vôo noturno
23 - Jojobaleia
24 - Vinheta dos Meninos de Volta ao Mar
25 - Cantiga de ninar Arícia
26 - Tema dos meninos de volta ao mar
27 - Concerto de arames e pássaros [Passaramedonho]
28 - Tema da Jurema I
29 - Peleja do sisal
30 - Tema da Jurema II



Dercio Marques é um violeiro, cantor e compositor nascido em Minas Gerais e que tem em sua irmã Dorothy uma das principais parceiras de show.

Seu primeiro disco "Terra, vento, caminho", foi lançado em 1977, pelo selo Marcus Pereira, obra em que interpretava canções de Atahualpa Yupanqui, do célebre violeiro Elomar e de sua própria autoria.

Em 1979, lançou pelo selo Copacabana o disco "Canto forte-Coro da primavera", do qual participaram músicos como Oswaldinho do Acordeom e Heraldo, ex-integrante do Quarteto Novo.

Ainda dentre seus parceiros ou companheiros de shows destacam-se João do Vale, Paulinho Pedra Azul, Luis Di França, Pereira da Viola e Diana Pequeno.

Depois da bem sucedida gravação de um disco infantil "Anjos da Terra", em homenagem a sua filha Mayanna, foi indicado em 1996 para o prêmio Sharp de melhor disco infantil com "Monjolear", gravado em Uberlândia, com a participação de 240 crianças.


Texto extraído da Wikipédia

Fazer o download de Dércio Marques - Segredos Vegetais (1988).

Friday, November 14, 2008

Gêmini 7 - Em Órbita




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Eu Não Sabia Que Você Existia
02. Tema Para Jovens Namorados
03. Chapeuzinho Vermelho
04. Meu Bem Não Me Quer
05. Secret Agent Men
06. Só Para Jovens
07. Gatinha Manhosa
08. Listen People
09. Vem Quente Que Eu Estou Fervendo
10. Black is Black
11. California Dreamin'
12. Vai



Com o sucesso do hoje clássico e raro compacto que continha as músicas ‘Vai’ e a versão de ‘It’s no Use’, dos Byrds (traduzida para ‘Sapato Novo’), a banda Jungle Cats atende o convite da gravadora Paladium para gravar o LP ‘Gêmini 7 em órbita, com Os Tremendões’, um disco basicamente de covers. Essa faceta de assinar com outro nome serviu para preservar a identidade do grupo. Os garotos, assim como centenas de outros grupos de garagem, tinha um perfil mais, digamos, radical e não queriam comprometê-lo com registros "comerciais".

Nessa época, a banda era formada por Carlos Greco, no baixo, Hipólito, na bateria, Dalton Meireles, na guitarra solo, Roberto Navarro, na guitarra ritmo e Sérgio Greco, no piano.

Lançado em 1967, o disco trazia clássicos do rock internacional, da Jovem Guarda e instrumental, como ‘Tema Para Jovens Enamorados’, ‘Gatinha Manhosa’, ‘Listen People’ e ‘California Dreamin’’. Estranhamente para futuros ratos da discografia do rock brasileiro, na última faixa do lado ‘b’, o disco trazia uma gravação de ‘Vai’, original dos Jungle Cats. O disco ainda hoje é encontrado nos sebos de vinil país afora, especialmente na região de Minas Gerais e Centro-Oeste do país.

O grupo ainda tentou gravar um álbum com originais, com o objetivo de mostrar a verdadeira cara sonora dos Jungle Cats, evidenciada em ‘Vai’, algum tempo antes. A idéia era principalmente registrar as canções dos integrantes do grupo, em especial de Carlos Greco, um ótimo compositor. A proposta dos garotos, no entanto, esbarrou na negativa da gravadora, que preferia lançar álbuns de covers.

O "sonho dos anos sessenta" acabou com o fim dos Beatles, o serviço militar para muita gente e a universidade para tantos outros. Com isso, The Jungle Cats também encerrou suas atividades, deixando para a história do rock brasileiro um raro compacto, um LP "anônimo" e uma lenda que segue viva até hoje.

Texto de Fernando Rosa publicado no site Senhor F.

Fazer o download de Gêmini 7 - Em Órbita.

Sunday, November 02, 2008

Réquiem Para o Circo - Made in PB (1976)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Declamação (Zé Ramalho da Paraiba)
02. Anjo Branco (Ave Viola)



"Réquiem para o circo - Made in PB", lançado em 1976 e que tem a participação de Zé Ramalho, declamando o "Monólogo do Palhaço" uma adptação do Asilo de Petersen por Luis Carlos Vasconcelos, direção e produção de Eduardo Stuckert.

O compacto é em formato de poster sua capa abre em quatro partes, possui um livreto com 24 paginas ! em duas delas pela primeira vez Zé Ramalho falou sobre os segredos do Ingá, e seu albúm Paêbirú produzido com Lula Côrtes.


O Circo viveu por dois anos durante esta tempo fez o possível para ser fiel à ideía que lhe deu origem. Debaixo do toldo que por algum tempo coloriu uma de nossas avenidas muitas coisas aconteceram.

Houve representações de Teatro; houve concertos de música popular e também Erudita. Houve cantorias a viola, exibições de capoeira e de Bumba meu Boi; nele foram ouvidos os cantos de xangô e de Jurema.

O folclore fazia contraparte com as expressões refinadas da cultura, para que todos os gostos fossem servidos, conferencias, debates, exposicões de arte, havia também bailarinas semi-nuas que rebolavam ao ritmo quente das batucadas. Forrós pelo São João e festas de Natal à luz de velas; carnavais. Beethoven confraterniza com Paulinho da Viola e Luiz Gonzaga fazia duetos com Brahms.

Por dois anos o Circo tentou fazer cultura viva, a cultura alegre e sensual que dá encanto à vida.

Quem sabe dos seus escombros pode surgir uma nova casa de cultura, não a cultura de gravata, mas a cultura amena que faz alegria de viver...

Texto extraído do encarte do Compacto.

Fazer o download de Réquiem para o Circo - Made in PB (1976).

Wednesday, October 29, 2008

Os Megatons - Single (1967)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Cuidado
02. Só Penso em Meu Bem



Gravado pelo grupo paulista Os Megatons, o compacto com as músicas 'Cuidado' e 'Só Penso em Meu Bem', é um dos mais raros e legais disquinhosda história do rock nacional. As duas canções talvez sejam a versão mais bem resolvida e elegante da fusão da Jovem Guarda com a sonoridades 'beatle' que proliferaram naquele momento.

Escritas por Marcos Roberto & Dori Edson e Henrique Adriani, respectivamente, as músicas apresentam uma levada rítmica empolgante, remetendo à 'era Revolver'. O compacto foi lançado em 1967, pela gravadora Mocambo/Rozenblit.

Influenciados por Byrds, além dos Beatles, Os Megatons era liderado pela dupla Joe Primo Mareschi e Wagner Benatti, autor de 'O Tijolinho', clássico da Jovem Guarda, gravada por Bobby De Carlo – também integravam o grupo Edgard, Renan, Arnaldo e Luizinho.

Com o fim do grupo, no final dos anos sessenta, Wagner Benatti passou a integrar o grupo Pholhas. Nos anos oitenta, ele ainda também fez parte, paralelamente, do Cokeluxe, banda de rockabilly liderada por Eddy Teddy.

Além deste compacto, Os Megatons gravou mais dois compactos 'Tarzan/Viajando' (1966) e 'Meu Machucadinho/Nelma' (1967), e um LP de música instrumental, anterior à fase vocal. Em 1967, o grupo acompanhou Bobby De Carlo na gravação de seu álbum de estréia, com a dupla Mareschi/Benatti contribuindo com algumas composições, além de 'O Tijolinho'.

No final da carreira, a banda estava ironicamente preparando a gravação de um LP que, infelizmente, não chegou a ser concluído.

Texto de Fernando Rosa, publicado originalmente na revista virtual Senhor F.

Fazer o download de Os Megatons - Single (1967).

Sunday, October 26, 2008

De Kalafe - Singles




DOWNLOAD!





De Kalafe e a Turma
Faixas:
01. Guerra
02. Mundo Quadrado


De Kalafe e Sua Turma
Faixas:
01. Bang Bang (My Baby Shot me Down)
02. This Boy



Um dos mais raros compactos do rock brasileiro é o que traz as músicas "Guerra" e Mundo Quadrado". O compacto saiu pela gravadora Rozemblit, responsável por um grande número de lançamentos alternativos da época.

"Guerra" foi um hit local em São Paulo, na segunda metade dos anos sessenta. As duas músicas integravam o compacto simples da cantora De Kalafe, de origem árabe. De Kalafe cantava acompanhada do grupo A Turma, que tinha entre seus integrantes Arnaldo Sacomani, depois produtor e radialista.

Com apenas dois compactos gravados, o grupo desfez-se no final da década, com De Kalafe seguindo carreira solo. No segundo compacto, De Kalafe gravou o cover para "Bang Bang", um original da cantora Cher.

Texto de Fernando Rosa, publicado originalmente na revista virtual Senhor F.


Denise Kalafe é conhecida no meio artístico como "D. Kalafe".Nascida em Ponta Grossa, Paraná, Denise fez sucesso com "Mundo Quadrado" e "Bang-Bang" e não gosta de usar sapatos. Anda descalça.

Também é conhecida pelo seu espírito de independência e protesto.

Desde que começou a mostrar suas primeiras composições, em shows e programas de tv, em São Paulo, na segunda metade dos anos 60, num movimento meio hippie, na base do "flor-amor", em que se apresentava com longas batas brancas, descalça, interpretando canções antimilitaristas (em plena escalada da guerra do Vietnã).

Ela é própria Zapata reencarnada em Guadalajara. Ela vive no mexico desde que perdeu um festival da canção, no final dos 60. Ela sempre foi super comunista. No México ela é Denise Kalafe e já foi estrelona. No Brasil era Dê Kalafe e quando ela decidiu cantar descalça o povo odiou.

A primeira descalça brasileira aceita pela sociedade mainstream foi a Aparecida.

Denise De Kalafe, paranaense de Ponta Grossa, há 12 anos residindo na Cidade do México, continua entre as superstars da canção latino-americana, enquanto no Brasil permanece esquecida - sem um único disco aqui editado.

No último dia 23, a United Press International distribuiu a listagem dos discos mais populares da América Latina, em várias Capitais, com a paranaense De Kalafe em destaque. Em Bogotá, "Quiero Gritar", uma das mais recentes composições de De Kalafe, está em primeiro lugar.

Em La Paz, é "Armando-te", outra de suas músicas, que figura em terceiro lugar, abaixo de "Esperame" (Rocio Jurado) e "Chiquilla" (Manolo Otero). Em Los Angeles, apesar de toda concorrência, Denise também se classificou bem: "Amando-te" está em sexto lugar, logo abaixo de "Felicidades", que reúne Júlio Iglesis e Pedro Vargas.

Texto de Aramis Millarchi, publicado originalmente no jornal O Estado do Paraná em 04/09/1985.


Fazer o download de De Kalafe - Singles.

Assista uma participação de De Kalafe e a Turma, interpretando a música In Sha La, no filme "Bebel, a Garota Propaganda", de 1967.

Thursday, October 23, 2008

Fábio - Single (1968)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Lindo Sonho Delirante (LSD)
02. Reloginho



Mais conhecido pela gravação do hit ‘Estela’ no início dos anos setenta, o cantor Fábio estreou em disco completamente na contramão da então praticamente extinta Jovem Guarda, e sintonizando com os novos tempos.
Em 1968, ele lançou um polêmico compacto, contendo as músicas ‘LSD (Lindo Sonho Delirante)’, dele e Carlos Imperial, e ‘O Reloginho’. Um funk bem marcado, ‘LSD’ é capaz de ainda hoje sacudir as pistas de dança.

A segunda música não tinha nada demais, o que não se pode dizer do lado ‘A’ do compacto. Além de um ritmo literalmente alucinante, a música trazia a provocação explícita na letra.

A capa do compacto também não deixava dúvidas sobre a sugestiva letra, estampando em letras garrafais, sob um fundo vermelho, acima da foto do cantor, a palavra "LSD", sublinhada com "Lindos Sonhos Delirantes".

Hoje uma das peças mais raras da história secreta do rock brasileiro, o compacto não fez sucesso, mas ajudou a abrir caminho para o ex-Juancito, nome adotado no início da carreira, em meados dos anos sessenta.

No início dos anos setenta, Fábio gravou um LP com participação de integrantes dos grupos A Bolha e O Terço e outros músicos. Na época, o disco foi bem recebido pela revista Rolling Stone, que publicou entrevista com o cantor.


Texto de Fernando Rosa, publicado originalmente na revista virtual Senhor F.

Fazer o download de Fábio - Single (1968).

Wednesday, October 15, 2008

Analfabitles - Singles (1968-69)




DOWNLOAD!


Compacto Simples (1968)
Faixas:
01. Sunnyside Up
02. She's My Girl


Compacto Duplo (1969)
Faixas:
01. Magic Carpet Ride
02. The Sun Keeps Shining
03. Shake
04. It's Been Too Long



Os Analfabitles contabilizavam três anos de existência em 1968. No início eram um quarteto e atendiam pelo nome de The New Kings. Uma fase curta, movida por uma aparelhagem incipiente e muita disposição. Logo, o pretensioso nome foi abolido, substituído pelo trocadilho com o qual a banda viria a se tornar uma legenda no Rio de Janeiro.

Mimetizando os grupos ingleses e norte-americanos, dos quais sugavam o repertório, os Analfabitles seguiam rota divergente do estilo predominantemente brega da jovem guarda. De fato, compartilhavam com outras bandas beat e de garagem, como The Outcasts, The Bubbles, The Trolls, The Divers e The Crows, entre outras, um nicho distinto e exclusivo, porém sem muita atenção das TVs e dos jornais e revistas, como recebiam os artistas daquela vertente.

No entanto, em 1968, já como um sexteto, a banda atravessava um momento efervescente. Seus bailes sempre concorridos mantinham o grupo em permanente circulação pelos clubes da Zona Sul, com esticadas a Tijuca, ao Grajaú e a Niterói, do outro lado da baía. Mas foi no Caiçaras, um clube de elite às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas - na verdade, situado numa ilha - que a coisa começou a esquentar. Ali, suas domingueiras foram se tornando tão disputadas durante o segundo semestre do ano que os bailes tiveram que ser transferidos do salão para o ginásio do clube. Com a fama se espalhando rapidamente entre os jovens antenados da cidade, não foi preciso muito tempo para Danilo, Léo, Maran, Luiz Carlos, Fernando e Daniel desfrutarem da reputação de pertencerem da melhor banda da região, ao lado de The Bubbles.

Pois foi em meio a esse panorama que os Analfabitles tiveram a chance de gravar um compacto simples para a RCA Victor. Chance essa proporcionada pelo gaitista e violonista Rildo Hora que, naquele momento, iniciava-se como produtor musical da gravadora. Reunidos no estúdio da CBS, no Rio, o grupo registrou os dois temas para o compacto numa curta sessão de gravação. Ao final de uma tarde de trabalho, depois de gravadas as bases, seguidas dos vocais em overdub, Rildo Hora dava por encerrada a sessão.

A escolha dos Analfabitles recaiu sobre dois números absolutamente obscuros, conhecidos apenas pelos freqüentadores mais assíduos dos bailes da banda. Foram eles "Sunnyside Up" e "She's My Girl". O primeiro, de uma banda de garagem de Boston (EUA) de pouca expressão fora de sua região de origem, chamada Teddy and The Pandas. A segunda, dos Coastliners, outro grupo norte-americano cujo legado discográfico limita-se a alguns compactos.

De certa forma, uma escolha surpreendente, pois contrariava a tendência da maioria dos artistas (e de bandas de sua época) de copiar os sucessos mais óbvios ou refazer temas de artistas já consagrados internacionalmente, quando da gravação de covers. Com inteligência, os Analfabitles evitaram comparações com as gravações originais que, no caso, ninguém conhecia, e tornaram "seus" os temas gravados. Portanto, se sucesso fizessem, seriam conhecidos como uma assinatura exclusiva da banda e de ninguém mais.

"Sunnyside Up" é um número em mid-tempo, com destaque para o caprichado vocal do grupo, em arranjo diferente, melhor e de efeito superior ao registrado por Teddy and The Pandas. Outro carimbo da banda presente na gravação é o atrevido solo de Maran ao órgão Hammond. Já "She's My Girl", escolhida para ocupar o lado 2 do compacto, é uma balada delicada, cantada em falsete por Fernando tal qual a gravação original dos Coastliners, lançada nos Estados Unidos em 1966 através do selo Back Beat.

O disco, cujo lançamento foi celebrado com uma festa no Teatro Casa Grande em 13 de outubro de 1968, chegou às rádios através do legendário DJ Big Boy, que incluiu os dois números na programação da Rádio Mundial. Mas foi "She's My Girl" que caiu no agrado dos ouvintes. O sucesso foi tanto que a música acabou invadindo o dial de outras estações cariocas, garantindo a RCA uma vendagem de dez mil cópias do compacto. Um enorme alento para um grupo sem presença alguma na televisão e cuja fama ainda atingiria o ápice no ano seguinte.

Enquanto os Analfabitles seguiriam construindo a sua história, a do compacto já estava sedimentada. Duas grandes pequenas músicas, executadas com brilho e bom gosto, só poderiam resultar num dos melhores discos de beat music gravados no Brasil.

Texto de Nélio Rodrigues, publicado originalmente na revista virtual Senhor F.

Fazer o download de Analfabitles - Singles (1968-69).

Wednesday, October 08, 2008

Os Baobás - Single (1966)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Bye Bye My Darling
02. Pintada de Preto (Paint it Black)



Em 1966 uma banda paulista surgia no cenário de grupos que foram se formando à medida que a Jovem Guarda tomava cada vez mais conta do país. Os Baobás oficialmente debutaram com dois fatos que os fariam existir por dois anos, assim encerrando atividades em 1968: tal qual Os Mutantes, o nome da banda se originou graças a Ronnie Von, que extraiu do livro-símbolo de sua carreira O Pequeno Príncipe a nomenclatura de uma árvore chamada baobá, e o lançamento de seu primeiro compacto, no dito ano de 66.

Durante sua existência, a banda lançou cinco compactos e um disco, além de participações.

O primeiro compacto d’Os Baobás é constantemente lembrado pela antológica versão de “Paint It, Black” dos Rolling Stones, vertida aqui por Ricardo Contins (guitarra e principal compositor da banda) e Arquimedes (percussão) para “Pintada de Preto” (“A minha vida é toda cheia de defeito/Ela para mim é toda pintada de preto”), mas o disco é composto também pela ótima “Bye Bye My Darling”, de autoria original da banda, via Contins.

Versando sobre uma relação à distância, originado por uma viagem de um dos interlocutores (“Bye bye my darling, goodbye/I’m going away just for a ride/And before this ride I’ll be back again”, canta o refrão) sobre uma base instrumental que já difere sutilmente de algumas ingenuidades da Jovem Guarda, tal música forma sua existência já na inusitada natureza de composição d’Os Baobás: o de lançar as suas próprias composições em idioma inglês.

Texto de Roberto Iwai, publicado originalmente na revista virtual The Freakium!.

Fazer o download de Os Baobás - Single (1966).

Sunday, September 21, 2008

Mac Rybell - Single (1968)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. The Lantern
02. Shadow


Início dos anos 60. O mundo maravilhava-se ante a revolução artística e cultural que ocorria nesse período. Na música os jovens conquistaram definitivamamente o seu espaço e os Beatles, com suas canções revestidas de energia contagiante, faz o mundo delirar, influenciando uma legião de jovens.

Em Assis, o eco dessa efervescência mundial ressoou e fez um grupo de amigos buscarem a música para manifestarem a sua arte. O conjunto iniciou-se em 1964, com Marinho e Caio, no Colégio Diocesano. Depois juntaram-se a eles Paulo Roberto, Bell e Elionilton.

A criatividade do grupo já se mostra na escolha do nome da banda que, usando as iniciais dos nomes de cada músico, nasceu MAC RYBELL.

Em 1967, o Mac Rybell grava seu primeiro disco, em São Paulo, com os novos integrantes Rodolfo, Chiqueto e Oliver. "Júlia" e "Io non te Lembro" são as músicas mais tocadas.

Em 1968, Mac Rybell apresenta-se na TV Bandeirantes, no programa "Enzo de Almeida Passos". Lá é convidado a tocar na melhor casa noturna de São Paulo: o Urso Branco. Após o sucesso dessa apresentação, a banda é contratada como nova atração da noite paulistana, o que os faz mudarem-se para São Paulo.

Logo Mac Rybell é considerado pelos jornalistas de São Paulo os Beatles brasileiros e em apenas 3 meses de trabalho é festejado como o melhor conjunto da noite paulistana de 1968.

Também em 1968, fruto de uma grande atividade artística e arrojo do grupo, o Mac lança no Brasil um compacto com uma música inédita dos Rolling Stones, "The Lantern", além de uma música de composição prõpria, "Shadow". Esse disco, hoje é disputado internacionalmente por colecionadores.

Ainda em 1968, ano de uma das melhores fases do grupo, Mac Rybell grava um disco com músicas dos Beatles, mas por imposição contratual da gravadora, no LP "Mania de Beatles", o nome da banda saiu como "The Sargeants". Apesar disso, Mac Rybell foi o primeiro conjunto brasileiro a lançar um LP apenas com músicas dos Beatles. Nesse ano entram na banda Yrineu e Daniel.

Em 1969, após enorme sucesso em São Paulo, a banda volta para Assis, contando com o novo integrante Mário Carlos.

Em 1972, após tocar em vários programas de TV de São Paulo, como "O Clube do Bolinha", o Mac Rybell apresenta-se no "Programa Sílvio Santos", exibido então pela Rede Globo, sagrando-se vitorioso da competição. Naquela época, a audiência televisiva era pequena, mas a enorme repercussão desse programa propiciou ao Mac Rybell um enorme mercado de trabalho e confirmou sua posição como uma das melhores bandas do Brasil.

Em 1974, o grupo lança o LP "Mac Rybell", apenas com composições próprias e que tem na música "Meu Sonho" um grande sucesso tocado em muitas rádios até hoje.

As pesquisas musicais e tecnológicas nas criações de novos sons e instrumentos sempre foi o diferencial da banda, o que possibilitou, em 1983, a participação do Mac Rybell na TV Cultura de São Paulo para a gravação da abertura de "Assim Falou Zaratrusta", que permanece até hoje como uma das marcas desse vanguardismo.

Texto adaptado de uma Revista de comemoração aos 100 Anos de Assis.

Fazer o download de Mac Rybell - Single (1968).

Friday, September 12, 2008

Equipe Mercado, Som Imaginario, Modulo 1000 e A Tribo - Posições (1971)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Kyrie - "A Tribo"
02. Marina Belair - "Equipe Mercado"
03. Curtíssima - "Módulo 1000"
04. A Nova Estrela - "Som Imaginário"
05. Ferrugem E Foligem - "Módulo 1000"
06. Peba & Pobó - "A Tribo"



Lançado pela Odeon em 1971, esta rápida coletânea (menos de 1/2 hora) pretendia mostrar o que havia de novo no cenário musical brasileiro. Foi lançado de uma forma tímida e quase desacreditada, sem nenhum alarde. Na verdade de todas essas bandas, a mais duradoura teria sido o Som Imaginário (que durou de 1970 até 1974).

As outras bandas (com exceção do Módulo 1000 que gravou um LP em 1972) apenas registraram compactos na história da música brasileira. Porém, o fato de não terem sido absorvidos pela indústria fonográfica não tira a primazia e beleza das composições.


A Tribo era formada por Nelson Angelo, Joyce, Novelli, Toninho Horta e Naná Vasconcelos (depois substituido pelo Nenê da bateria). Atuou no cenário artístico no início dos anos 70. Em 1970, classificou a música "Onocêonekotô" (Nelson Angelo) para a final do V Festival Internacional da Canção.

Equipe Mercado, grupo formado por Diana (voz), Leugruber (guitarra), Ricardo Ginsburg (guitarra), Stul (violão, baixo, piano e voz), Carlos Graça (bateria) e Ronaldo Periassu (percussão) em 1970 na cidade do Rio de Janeiro, tendo como influência maior o rock psicodélico dos anos 60. Lançou em 1971 um compacto simples com as músicas "Os campos de arroz" e "Side b rock", encerrando suas atividades no ano seguinte.

Som Imaginário, grupo formado em 1970 por Wagner Tiso (teclados), Robertinho Silva (bateria), Tavito (violão de 12 cordas), Luiz Alves (baixo), Laudir de Oliveira (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas). Nesse ano, com a participação de Nivaldo Ornelas (sax) e Toninho Horta (guitarra), dividiu o palco com Milton Nascimento, apresentando o espetáculo "Milton Nascimento, ah, e o Som Imaginário".
Ainda em 1970, gravou seu primeiro disco, "Som Imaginário", destacando-se canções como "Feira moderna" (Beto Guedes e Fernando Brant) e "Hey man" (Zé Rodrix e Tavito).

Módulo 1000, formado por Daniel (guitarra e voz), Luís Paulo (órgão), Eduardo (baixo), Candinho (bateria) na cidade do Rio de Janeiro em 1969. Conjunto de curta duração, seguia a linha "hard rock" mesclada com o blues. Em 1970, participou do "V Festival Internacional da Canção" e lançou pela Odeon o compacto simples com as músicas "Big mama" e "Isto não quer dizer nada". No ano de 1972, pela Top Tap lançou o LP "Não fale com as paredes". Encerrou as suas atividades em meados da década de 1970, tinha guitarras gritantes e uma bateria pesada ao estilo Led Zeppelin.

Texto extraído do blog Mopho Discos.

Fazer o download de Equipe Mercado, Som Imaginario, Modulo 1000 e A Tribo - Posições (1971).

Wednesday, August 27, 2008

Hugo Filho - Paraibô (1978)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Paraibô
02. Que Me Viu Por Aí?
03. Não Me Digam O Que Ser
04. Meu Sol
05. Quero Você, Você
06. Medo
07. Arcozelo
08. Valsa Parar Fabrici



Hugo Leão (Hugo Filho) foi líder, guitarrista solo e vocalista da banda THE GENTLEMEN, grupo que fez muito sucesso na Paraíba nos anos 60 e 70 e que ainda hoje conserva um grande fã-clube, a música "Cristina" muito executada nas rádios locais na época.

PARAIBÔ foi gravado entre Maio e Julho de 1978, em estúdio particular, com mesa e equipamento da antiga banda THE GENTLEMEN. Este LP conta com duas músicas de Zé Ramalho com parceria de Pádua Carvalho, "Não me digam o que ser" e "Meu Sol". As outras faixas do LP são de autoria de Hugo Filho e Pádua Carvalho...

Os músicos integrantes deste LP são Hugo Leão (Hugo Filho), Zé Crisólogo, Enilton Araujo e Irapuã presentes na foto da contra capa.

A Arte da capa foi feita pelo Artista Plástico Miguel dos Santos.

Texto adaptado do blog Mopho Discos.

Fazer o download de Hugo Filho - Paraibô (1978).

Monday, August 25, 2008

Jardim das Borboletas - Original Soundtrack (1972)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Jardim das Borboletas
02. Marrom-Carmim
03. 1,2,3,4
04. Rock do Grilo
05. Viva a Vida Girassol
06. Anoitecer
07. Duse Borbô
08. A Dança das Borboletas
09. Tema de Amor do Girassol
10. O Nosso Jardim
11. A Vida Aí Fora Pode Não Ser Bem Assim,
Mas Tente Lembrar do Nosso Jardim



Em 1972 estreiou a fantasia musical infantil de André José Adler "O Jardim das Borboletas" com músicas de Taiguara, Eduardo Souto Neto, Zé Rodrix, Jorge Omar e Paulo Imperial. Com cenários e figurinos de Cláudio Tovar.

A produção era de Carlos Imperial. Desde então a peça já teve pelo menos 18 montagens profissionais pelo Brasil e 2 adaptações para TV.

Texto extraído do blog Mopho Discos.

Fazer o download de Jardim das Borboletas - Original Soundtrack (1972).

Friday, August 15, 2008

Grupo Água - Amanheceres (1981)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Amanecida
02. Olindeña
03. La Tonada
04. El Pajarito
05. Sambeado
06. Ventarrón
07. Airecito
08. Decidí Partir
09. Nordestina



Água foi um dos grupos mais aclamados no Chile e no Brasil nos anos 70 e 80. Deixaram dois discos ("Transparência" e "Amanheceres") que são peças de museu e nenhuma gravadora os lançou em reedições digitais.

O grupo percoreu o continente moreno, buscando as raízes, ao mesmo tempo em que na Europa, Angel e Isabel Parra, entre outros, difundiram a música Chilena em seus exílios.

O conjunto surgiu como uma expressão nova em 1974, liderados pelo compositor e vocalista Nelson Araya, além de Leopoldo Polo Cabreara, com a participação de Nano Studel, Oscar Pérez e José Pedro Hara. Todos eram sintonizados com o rock e foram precursores da chegada da "onda brasileira" no Chile. Debutaram em Barnechea no cenário do Teatro Paroquial. Em 1975 partiram em viagem para "captar o espírito da música andina", percorrendo a Bolívia, se apresentando em praças, feiras e ruas. Difundiram sua experiência em minas, bairros da periferia e circos. Em 1976 se mudam para o Peru, deixando sua impressão na música "Cantito al Sol", que se refere às montanhas e ao sol.

Água continua sua peregrinação até o Equador, tendo contato com poetas, músicos e bruxos para indagar sobre o mágico, o mistérios da selva e a atitude mística do viver andino. Em 1976, já no Equador, se apresentam e Quito e Guaiaquil, se embrenham na selva e retornam ao Peru. Da Bolívia, chegam ao Brasil e se apresentam no Teatro Municipal de Campinas, em São Paulo. Aí conhecem Milton Nascimento, que os convida para contribuir com quatro músicas ("Caldero", "Promesas del Sol", "Minas" e "Volver a los 17" com Mercedes Sosa) para o disco "Geraes", cuja tiragem chegou a um milhão de cópias.

Em 1978, o selo Som Livre os contrata para gravar o LP "Transparência", considerado pela crítica o melhor disco do ano.

Seguem em turnê pelo Brasil, incorporando instrumentos, ritmos e tradições ao seu repertório. Em 1979, depois de uma turne pelo nordeste, retornam ao Rio, onde são convidados a gravar com Ney Matogrosso, uma das figuras mais relevantes da MPB.

Água continua suas apresentações, alcançando grande popularidade no Brasil e cativando outros artista, que os convidaram a gravar com eles, como Denise Emmer e Moraes Moreira.

Depois de 4 anos no Brasil regressam ao Chile, em fins de 1980, para dar 4 concertos no Galpão dos Leões. Em 1981 o grupo é convidado pelo semlo SYM do Chile para gravar o seu segundo LP, "Amanheceres", um trabalho que reúne o repertório dos 3 anos anteriores. Além disso, se apresentam na competição de música folclórica do Festival de Viña del Mar, onde foram finalistas. No ano seguinte retornam ao Brasil.

Água cantou os ciclos da água em temas como "El Colibri" e "El Guillatún”, o tempo de olhar o céu em "Silba y Camina", o ciclo da semente em "La Semilla", os andes equatorianos e o sol. A combinação sonora de acento Latinoamericano reuniu esse grupo de jovens que buscaram através da música uma irmandade, combinando as cores do tiple (colombiano), da mandolina, flautas transversas, uenas, tarkas e outros instrumentos andinos.

Logo, de sua residência no Brasil seguiram somando cores com a rabeca, a viola caipira, o cavaquinho, berimbau e um sem número de instrumentos de percussão. Além disso, usaram a harpa paraguaia, o violino, o charango, o bombo e muitos mais. Tudo isso em um repertório que combina suas composições com temas de Los Jaivas e Violeta Parra, entre outros.

Integrantes:

Nelson Araya, voz, violão, mandolina (1973 - 1981 / 1999)
Leopoldo Polo Cabrera, voz, vilão, charango (1973 - 1981)
Nano Stuven, flauta (1973 - 1981)
Oscar Ratón Pérez, violão, mandolina (1976 - 1981 / 1999)
Pedro Jara, percusão (1978 - 1981)
Roberto Lacourt, saxofone, flauta (1980 - 1981)
Marco Luco, baixo (1980 - 1981)
Leo Cereceda, baixo (1999)
Lucho Martínez, percusão (1999)

Texto extraído do blog Grupo Água - Tributo Histórico

Fazer o download de Grupo Água - Amanheceres (1981).

Sunday, August 03, 2008

Comunidade S8 - O Rio das Águas que Saram (1977)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. O Rio das Águas que Saram
02. Boa Nova Sobre a Salvação
03. Vem Tu Desperta
04. Reino de Morte e Reino de Vida
05. Quanto Procurei a Mente Sã
06. À Vós que Tendes Sede
07. Deus Pode Falar Comigo
08. Ressurreição
09. Para Onde Foi o Teu Amado
10. Olhai os Lírios do Campo
11. O Espírito de Cristo Habita em Mim
12. Revolução do Amor de Deus
13. Eis que Estou à Porta e Bato


Banda/conceito formada em 1971 pela comunidade homônima em Santa Rosa, RJ, e a partir de 1976 em São Gonçalo, RJ, comunidade esta dedicada a conscientizar os jovens para os riscos do abuso de drogas. A banda Comunidade S8 vem lançando discos independentes desde os anos 1970, alguns inclusive de interesse para fãs de rock progressivo, como "O Rio das Águas que Saram", "Quem Deseja Ser Criança" e "O Que Virá".

Texto extraído do site Arquivo do Rock Brasileiro.

Fazer o download de Comunidade S8 - O Rio das Águas que Saram (1977).

Saturday, July 26, 2008

Os Meninos de Deus - Amor Nunca Falha Capítulo 2 (1975)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. É Só Acreditar
02. Vamos Nos Levantar
03. Eu Vou Conseguir
04. Só Querendo Dizer Que Te Amamos
05. O Seu Dia Vai Mudar (Confio No Senhor)
06. Que Es Lo Que Ves
07. Uma Canção de Amor
08. Tome Conta de Você
09. Amor Nunca Falha
10. Sonhos do Meu Coração
11. De Manhã
12. Um Mundo Melhor Juntos


Fazer o download de Os Meninos de Deus - Amor Nunca Falha Capítulo (1975).

Friday, July 04, 2008

Bené Fonteles - Benedito (1983)




DOWNLOAD!


Faixas:
01. Benedito
02. Na Verdura do Mar
03. Dentro da Nuvem
04. Ellis
05. O Som da Pessoa
06. Exemplo da Pedra
07. O M M
08. Nau Pantaneira
09. Ao Rei
10. Há
11. Aves e Frutos
12. Aqui
13. N'Água
14. A Chamada ensina
15. Oração



O artista plástico, cantor, compositor e poeta paraense Bené Fonteles tem um trabalho respeitado por muitas estrelas da MPB e intelectuais brasileiros. Inicia-se como artista plástico e compositor no começo da década de 70 em Fortaleza - CE, onde também se torna jornalista e editor de arte. Em 1972, inicia trabalho de animação cultural, curadoria e montagem de mostras por quase todo o país.

Decide como uma proposta de arte, nunca sair de seu país de origem e aprofundar seu conhecimento de um Brasil Universal. Morando em sete estados brasileiros situados estrategicamente em todas as regiões do país, toma conhecimento de sua realidade sócio-cultural, ecológica e espiritual e faz da criatividade e generosidade de seu povo afro-indígena e caboclo, o motivo de feitura e inspiração de sua obra.

Entre 1983 e 1986 dirigiu o Museu de Arte da Universidade Federal de Mato Grosso onde desenvolve trabalho ligado a multimídia e ecologia. Sua atuação neste estado onde passa quase toda a década de 80, resulta na criação da Associação Mato-grossense de Ecologia, do Movimento Artistas pela Natureza, do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e das campanhas em defesa do Pantanal e Pelo Respeito aos Direitos Indígenas.

A sua atuação como coordenador do Movimento Artistas pela Natureza o faz viver desde 1991 em Brasília e atuar com várias ongs e instituições oficiais, nacionais e internacionais para a realização de projetos de arte e educação ambiental em defesa dos mananciais hídricos.

Edita em 1983 o disco “BENDITO” com participação especial de Luiz Gonzaga, Tetê Espíndola, Belchior, Luli e Lucina e Egberto Gismonti, lançando-o com show no Centro Cultural de São Paulo. Em 1987 lança com recital no SESC-Pompéia e show no Auditório do MASP, o disco “Silencioso” onde só existe a capa e cuja proposta é ouvir o silêncio. Em 1992, com show no vão - livre do MASP, lança o CD “AÊ”, com a participação especial de Egberto Gismonti, Tetê Espíndola, Duofel e Ney Matogrosso. Segue abaixo entrevista exclusiva de Bené Fonteles para revista musical Ritmo Melodia em 04\2003:

Ritmo Melodia - Fale do seu primeiro contato com a música? Cidade de origem e data de nascimento?

Bené Fonteles - Quando eu era ainda criança, a coleção de discos de meu pai. Ele tinha uma caixa mágica com músicas do mundo inteiro, do erudito ao popular com arranjos incríveis até do Guerra Peixe. Aquilo foi uma base fantástica na minha formação musical. Outra coisa foi ouvir o mestre Luiz Gonzaga que era o máximo da música no nordeste e no momento. Teve também os sambas canções que minhas irmãs ouviam: Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Miltinho e etc, e a presença muito inspiradora do meu professor de história na adolescência nos levando para ouvir na sua vitrola o melhor da MPB, Noel Rosa, Araci de Almeida. E sua paixão por Nelson Gonçalves que ouvi muito, e sei até hoje de có. Nasci em Bragança - Pará em 21 de março de 1953 onde fiquei até os cinco anos e depois voltamos para o Ceará.

RM - Quais foram suas principais influencias musicais? E quais as influencias que permanecem presentes no seu trabalho?

BF - Não creio em influências mais sim em atos inspiradores que recebemos de outras pessoas sejam artistas ou não. E estas inspirações são fundamentais para alimentar a alma de qualquer ser. O que permaneceu e me emociona até hoje, foi à presença generosa de Luiz Gonzaga que não só me adotou como um dos seus muitos “filhos postiços”, mais também por que foi um artista profícuo, popular e o mais importante musicalmente junto a Caymmi em sua geração. Eram mar e sertão de talentos infinitos.

RM - Qual sua formação musical? E quando inicio sua atuação profissionalmente?

BF - Nenhuma formação acadêmica. Não sei uma nota musical. Componho tudo intuitivamente. Não acho uma grande vantagem, mas músicos com que trabalhei, gravei e compus como Egberto Gismonti e Gilberto Gil, acham melhor que eu não saiba mesmo de música em pautas e teorias. Pois talvez, não iria compor segundo eles, com tanta liberdade e ousadias harmônicas e melódicas. Nunca comecei profissionalmente, pois sou um eterno amador em todos os sentidos.

RM - Qual a influencia de vivencia e criação poética na atuação e criação do músico?

BF - Deixar-se inspirar pelo mito - poética do Mundo encantar-se pela vida e deixar também fluir a intuição que compor não é só do querer. Procurar o caminho transparente da transcendência é outro instrumento muito útil para a co-criação de mundos, já que somos parceiros de algo sem nome e impalpável que permeia todo Universo.

RM - Quantos discos lançados? Em que anos e títulos? Defina cada obra?

BF - O primeiro disco em vinil saiu em 1983 e se chamou “Bendito”. Este eu definiria como uma obra que experimentava sonoridades com uma música concebida com instrumentos de todos os continentes e uma poética cujo ponto de partida era Mato Grosso aonde vivia, e, deste Estado para uma universalidade que sempre ambicionei. Nele contei com a luxuosa participação do mestre Luiz Gonzaga, além de Egberto Gismonti, Tetê Espíndola, Luli e Lucina, Jorge Mello e Belchior que produziu o disco. O segundo em 1987 foi um disco que saiu só a capa do vinil. Era uma proposta meio ousada de ouvir o silêncio, de dar muita importância à meditação e um tempo para escutar a si mesmo musicalmente e espiritualmente. O terceiro saiu em CD em 1991 e se chamou “Aê” – Amigos em tupi - guarani. Este é um disco para mim fundamental pelas idéias filosóficas de mestres do sufi e do zen, com o encontro entre o ocidente e o oriente numa mesma vertente que é fazer música querendo algo mais que simplesmente à arte da estética. Nisso me ajudaram músicos e cantores que amo muito como Egberto Gismonti, Duofel, Tetê Espindola, Ney Matogrosso, Cristina Santos, Edu Helou, Paulinho Oliveira, Leandro Braga, Nonato Luiz e outros que foram cúmplices de uma jornada musical rumo a querer o outro: o músico, o cantor e o ouvinte como metade de mim mesmo. Em 2003 lancei uma coletânea chamada: “Benditos” que reunia as faixas que achava mais expressivas destes discos. E com um encarte que contava como as músicas haviam sido feitas e como tinham acontecido as parcerias musicais e instrumentais.

RM - Comente sobre o seu show e apresentação como cantante e poeta?

BF - Um exemplo: quando lancei a coletânea: “Benditos”, fiz três dias de shows no Teatro do Sesc Pompéia e convidei Egberto Gismonti e seus filhos Alexandre e Bianca que vi nascer e crescer e que agora são sensibilíssimos e competentes músicos. Vê-los no palco tocando com o pai a música genial dele, foi mais do que emocionante. Convidei também a maravilhosa Tetê Espíndola e juntos com Duofel, fizemos um dos momentos mais lindos de improviso e emoção no show. Os músicos que me acompanham há muito tempo, Rui Anastácio na viola e violão e Cláudio Vinícius na kalimba e viola, não fizeram também por menos como músicos e parceiros.

RM - Como analisar a produção musical dos anos 60, 70 e 80 com o que está sendo feito a partir da década de 90?

BF - Como compositor que começou as primeiras tentativas musicais ainda na década de 60, embora não muito significativas nem na década de 70, sinto que a diferença básica é que a intuição, a espontaneidade sentimental e histórica daquelas três primeiras décadas, deu lugar a pouca ousadia e muita moda de som e produção. Agora se faz uma música com mais liberdade de expressão e com menos liberdade de criação por que o mercado impõe um comércio vil. O que não impede de grandes artistas continuarem compondo maravilhosamente bem, só que com muito pouco acesso a este mercado, que se tornou censor da produção da melhor qualidade. Assim os artistas se tornaram produtores alternativos e alguns perderam tempo com isso em vez de estar criando. Alguns conseguiram fazer as duas coisas muito bem, como Egberto Gismonti, ao buscarem novas formas de veicular suas aspirações, inspirações e ousadias estéticas. Isto até Tom Jobim sofreu há décadas, ele mesmo bancando a produção de obras magistrais como “Urubu” e “Matita Perê”.

RM - Quais os prós e contras de fazer um trabalho na cena independente?

BF - Só tem pró. Você não é só dono do seu negócio na cena independente. Você é livre para amar sua arte e a dos outros.

RM - Como você analisar a atuação cultural e musical dos seus contemporâneos?

BF – Está quase todo mundo pensando que está fazendo arte, mais estão fazendo mesmo é publicidade ou pornografia cultural. Para fazer arte é preciso de três atitudes fundamentais: integridade, harmonia e radiância. Poucos sabem o que realmente significa isso que nos inspirou um São Tomás de Aquino e que nos decifrou dele, humanos tão inspiradores como James Joyce e Joseph Campbell. Ambos literalmente nos explicitam estes três princípios fundadores em suas obras que ninguém pode deixar de ler e se aprofundar. Artista que não se informa não é digno de sua arte. É um autodidata descuidado. É preciso unir a pratica e o conhecimento para torná-los: sabedoria.

RM - Seus mais recente CD tem poética e estética (sonora e gráfica) que destoa do mercado musical tradicional. Fale de suas divergências e convergências com a prática do mercado fonográfico nos últimos anos?

BF – Eu não tenho divergências com o mercado fonográfico por que jamais tive a pretensão de participar dele. Apesar de propostas desde quando fiz meu primeiro e único vinil. Duas coisas que prezo muito: a privacidade e a liberdade para fazer o que quero. E ser artista de mercado e mídia é um perigo para estas duas ambições.

RM - Quem são seus principais parceiros musicais?

BF – Duas pessoas que adorei trabalhar na minha vida musical: Egberto Gismonti por ele ser a própria música e pela dignidade com que ela a faz. Quando canto ou recito junto com ele, me sinto no paraíso e ele me faz sentir que não é o “Egberto Gismonti” – o mito – que está tocando. O outro é o parceiro de algumas canções e outros afazeres do musical ao ecológico, Gilberto Gil, porque não separa nada, matéria do espírito, música de comida, e etc. Ele desmistifica as coisas o tempo todo. Não é maniqueísta. É um irmão parceiro por quer busca a verdade como eu. Quando mostro minhas composições, ele pega no ar a música de primeira por que já tem ela em si. Adoro mostrar meus sambas para ele, não só por que ele gostar dos meus sambas, mais por que toca no violão e no coração, chora nas audições e entende minha alma como poucos. É um prazer danado fazer recitais com ele por ai, às vezes no palco, às vezes nas casas dele. Respeito muito Gil no ministério da cultura, mais prefiro mesmo ele no mistério da arte. Sim, outro que adoro colocar letras nas músicas maravilhosas e sensíveis que compõe, é o grande violonista Nonato Luiz com quem gravei. Tenho a honra de colocar letra em meia dúzia de suas preciosas músicas, emocionantes canções que adoro cantar. Outra maravilha é cantar com a dupla Duofel que não só compõem muito bem como tocam além do virtuose.

Trecho de entrevista a Antonio Carlos da Fonseca Barbosa, extraída do site Ritmo Melodia.

Fazer o download de Bené Fonteles - Benedito (1983).